sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Integrantes do The Clash se reúnem no estúdio para ajudar presos

Integrantes do The Clash se reúnem no estúdio para ajudar presos

Londres, 17 set (EFE).- Mick Jones e Topper Headon, integrantes do extinto The Clash, voltaram ao estúdio para gravar uma das canções do mítico grupo punk, em benefício a uma ONG dedicada a ajudar a população carcerária do Reino Unido.Os dois gravaram uma nova versão da música "Jail Guitar Doors", que dá nome à organização.
O reencontro também contou com a participação do cantor e compositor Billy Bragg, criador da iniciativa que fornece instrumentos para ajudar os presos na reabilitação.

Jones, que já tinha doado dinheiro para a organização de Bragg, disse, em nota divulgada pela agência de notícias "PA", que foi com Headon a um encontro dos presos que participam da iniciativa.

Na reunião, segundo Jones, os detentos "disseram o quanto o programa (da ONG de Bragg) estava ajudando-os a mudar de vida".

"Foi realmente comovente pensar que tínhamos ajudado, mesmo que só um pouco", disse o guitarrista.

Headon acrescentou que "ver os frutos disso tudo é muito bonito". Depois, lembrou que quando ficou preso, há vários anos, teve sorte de "conseguir um violão, que pertencia ao capelão da prisão". "Sei o quanto isto me ajudou a superar aquilo",afirmou.

Bragg, que decidiu ser músico e ativista político após ver o The Clash numa apresentação em Londres, disse que a ideia por trás de sua iniciativa é lembrar que "a prisão tem que ser muito mais que só um local onde trancafiam as pessoas".

Da gravação da nova versão de "Jail Guitar Doors", participaram também quatro ex-detentos. A sessão no estúdio fará parte de um documentário que será exibido no mês que vem no Raindance Film Festival.

A última vez que Jones e Headon gravaram juntos foi para o álbum "Combat Rock", em 1982. Headon, no entanto não tocou na turnê de divulgação do disco, devido aos seus problemas com as drogas.

 

Calle 13 e Caetano estão entre indicados ao Grammy Latino

Calle 13 e Caetano estão entre indicados ao Grammy Latino

 

LOS ANGELES (Reuters) - O duo de rap porto-riquenho Calle 13 liderou as indicações para a 10a edição anual dos Grammy Latinos, com cinco indicações, anunciaram os organizadores na quinta-feira. Caetano Veloso e a banda mexicana alternativa Café Tacvba estão entre outros artistas indicados em várias categorias.
O Calle 13 foi citado nas categorias-chave de álbum do ano ("Los De Atrás Vienen Conmigo") e disco do ano ("No Hay Nadie Como Tu", com o Café Tacvba).
O álbum e a canção do ano também foram indicados para melhor álbum de música urbana e melhor canção alternativa. Além disso, o duo foi indicado na categoria vídeo de música curto ("La Perla," com Ruben Blades).
Caetano Veloso foi indicado para melhor álbum de cantor e compositor "Zii e Zie"), canção brasileira ("A Cor Amarela") e melhor vídeo de música longo ("E a Música De Tom Jobim").
Outros artistas com três indicações cada incluem o brasileiro Ivan Lins & The Metropole Orchestra; o músico e produtor José Lugo; o compositor Jorge Luis Piloto; a cantora brasileira Ivete Sangalo, o veterano salseiro porto-riquenho Gilberto Santa Rosa e o duo porto-riquenho de reggaeton Wisin y Yandel.
Os prêmios, que vão cobrir 49 categorias, serão entregues no Mandalay Bay Events Center, em Las Vegas, em 5 de novembro, e serão transmitidos nos EUA na emissora de língua espanhola Univision.
A cerimônia de 2008 aconteceu em Houston e atraiu 5,8 milhões de telespectadores na Univision, uma queda de 6 por cento em relação ao ano anterior.
Ivan Lins também vai concorrer a álbum do ano com "Regência: Vince Mendoza", ao lado do colombiano Andrés Cepeda por "Día Tras Día," do nicaraguense Luis Enrique por "Ciclos" e da argentina Mercedes Sosa por "Cantora 1".
Ivan Lins também foi indicado por melhor MPB (Música Popular Brasileira), e sua canção "Arlequim Desconhecido" concorre a disco do ano.
Além de Ivan Lins e do Calle 13, os outros candidatos a disco do ano são Luis Fonsi com Aleks Syntek, Noel Schajris e David Bisbal por "Aqui Estoy Yo", a José Lugo Orchestra com Gilberto Santa Rosa por "Si No Vas A Cocinar" e a cantora pop italiana Laura Pausini por "En Cambio No".

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Irmã de Renato Russo lança álbum de estreia ao lado da banda Tantra

Irmã de Renato Russo lança álbum de estreia ao lado da banda Tantra

 

Não é uma tarefa fácil tentar ingressar no mundo da música e, ao mesmo tempo, ser parente de um compositor e vocalista já consagrado nesse universo. Principalmente se seu irmão é Renato Russo, dono de uma das carreiras musicais de maior sucesso no país.
Mas se engana quem acha que Carmem Manfredini é uma novata ou apenas a irmã do vocalista do Legião Urbana. A cantora conta com boa bagagem musical: participou, de 1991 a 1997, do Coro Sinfônico Comunitário da UnB (Universidade de Brasília), chegando a se apresentar no Carnegie Hall em Nova York, e fez parte do grupo Spirutuals de Porco.
Carmem ganhou destaque em 2008 ao gravar uma versão para a música “Rocky Raccoon”, dos Beatles, em um tributo ao “Álbum Branco” idealizado pelo jornalista Marcelo Fróes. Na ocasião, ela colaborou com o grupo Tantra, conhecido por ter sido banda de apoio do Legião Urbana, mas que já conta com dois álbuns em sua discografia.
Logo em seguida, foi convidada a gravar um disco de canções inéditas e a fazer parte da banda. Apesar do receio, a cantora encarou o desafio e o resultado é “O Fim da Infância”, o primeiro álbum de Carmem Manfredini ao lado do Tantra.
O disco conta com 11 faixas inéditas, além da já citada “Rocky Raccoon” como bônus. Apesar do álbum já ter sido lançado, o quinteto ainda não fez nenhuma apresentação. O show de estreia, segundo Carmem, deve acontecer em breve.
Na entrevista, a cantora fala sobre o recém-lançado trabalho, os prós e contras em ser irmã do vocalista da Legião Urbana e as mudanças em sua vida ao lado da nova banda.
Jornal - Quando foi que você começou a cantar? Seu irmão te influenciou?
Carmem Manfredini
- Eu canto desde 1991, participei do Coro Sinfônico Comunitário da UnB. Eu já cantava desde os 16 anos de idade, ficava escondida no quarto cantando. Meu irmão sempre cantava desde pequeno, era super afinado e ouvia muita música em casa. Nós viemos de uma família musical, então a influência vem mais dessa época do que dele com a banda.
Jornal - Por também ser vocalista, você ficou preocupada com as comparações com Renato Russo?
Carmem Manfredini
- A gente sempre fica preocupada. Eu fiquei principalmente preocupada de compararem o nosso timbre, que é parecido. Também fico preocupada de acharem que é oportunismo, que estou indo na cola do meu irmão, uma vez que muita gente não sabe que eu já tive banda e fiz parte do Coro Sinfônico Comunitário da UnB. Eu acho que ser irmã do Renato Russo tanto pode ajudar quanto atrapalhar. Por causa disso existe o interesse da mídia, mas pode atrapalhar se você não for talentoso e honesto com o que você esta fazendo. Enfim, o publico há de dizer.
Jornal - Como foi trabalhar com a banda Tantra na gravação do disco "O Fim da Infância"?
Carmem Manfredini
- Foi ótimo, maravilhoso em vários aspectos. A gente se deu muito bem não apenas musicalmente, mas também pessoalmente. Existe uma química muito grande entre nós e acho que deu tudo certo.
Jornal - Essa colaboração com o Tantra começou, na verdade, com o convite para cantar “Rocky Raccoon” no tributo ao “Álbum Branco”. Como foi isso?
Carmem Manfredini
- Aconteceu por contra do projeto do Marcelo Fróes, que me chamou para fazer uma faixa pro CD. Quando ele me falou que ainda tinha “Rocky Raccoon” entre as músicas eu fiquei animada, disse que tinha que gravar essa. Como eu não tinha estúdio e nem banda, fiquei pensando em quem poderia gravar comigo até que cheguei no Fred Nascimento. Gravamos a canção com ele me acompanhando na voz, gaita e violão. Ficou bem cru, no bom sentido, mas aí o restante dos meninos ouviram e quiseram fazer com banda, e gravamos em um estúdio no Rio de Janeiro.
Jornal - E foi depois dessa gravação que eles te chamaram para entrar na banda?
Carmem Manfredini
- Sim, logo em seguida eles marcaram uma reunião comigo e eu nem sabia o motivo. Fiquei com medo de entrar para a banda, eles são músicos muito bons e já tinham feito dois discos, mas eu aceitei e enfrentei o desafio.
Jornal - Por que o título "O Fim da Infância"?
Carmem Manfredini
- “O Fim da Infância” é o nome de um livro do Arthur Clarke. O Fred Nascimento falou desse título para o Gian, que achou bem interessante e trouxe para todo mundo da banda. Nós gostamos muito e, pensando bem, acho que tem muito a ver comigo. Estou numa nova fase da minha vida, larguei meu emprego formal, estou com uma nova profissão que envolve novos amigos. Para mim, particularmente, faz sentido por conta do meu amadurecimento e da mudança drástica que ocorreu na minha vida.
Jornal - Como foi interpretar as letras do Fred Nascimento?
Carmem Manfredini
- Foi muito bom, me identifiquei muitíssimo com todas elas. Só tivemos que passá-las para o gênero feminino e tudo caiu como uma luva. Quase 100% de tudo o que está escrito ali eu já vivi ou senti.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O improviso no jazz e na música instrumental brasileira

O músico André Queiroz é o convidado do projeto Estação Pátio Savassi para encerrar o ciclo de debates do mês de agosto com a palestra “A Música, a Razão e a Improvisação”. Desde 1985, atua profissionalmente em estúdios e palcos do Brasil e do mundo. Em 2006, abraçou a carreira de professor e desde então leciona no curso de Música Popular e de Percussão da Escola de Música da UFMG. Informações: www.patiosavassi.com

Cantor do Radiohead vai lançar duas músicas inéditas

Cantor do Radiohead vai lançar duas músicas inéditas

'FeelingPulledApartbyHorses' e 'The hollow Earth' saem dia 21 de setembro.
Produção é de Nigel Godrich; guitarrista Johnny Greenwood participa.

Thom Yorke, líder do Radiohead, confirmou nesta quinta-feira (3) o lançamento de duas músicas inéditas. Ele escreveu no blog oficial da banda inglesa que uma edição limitada em vinil de 12 polegadas com os singles “FeelingPulledApartbyHorses” e “The hollow Earth” vai sair no dia 21 de setembro. As duas músicas foram produzidas por Nigel Godrich, antigo colaborador do quinteto.

O vinil inclui um download digital grátis das duas músicas, que também estarão disponíveis para venda por download em torno do dia 6 de outubro, de acordo com o comunicado.

Segundo fontes da "Billboard", Yorke cogita alguns shows-solo antes do final do ano para divulgar o lançamento, possivelmente seu primeiro com outra banda que não o Radiohead, mas os detalhes não foram confirmados. Em 2006 o músico lançou o disco-solo "The eraser".

O anúncio do material chega em um momento de atividade renovada para a banda. No dia 17 de agosto, o Radiohead lançou uma nova música, "These are my twisted words", para download grátis em seu site. No dia 5 do mesmo mês, disponibilizou a faixa digital "Harry Patch (In memory of)", que arrecadou fundos para a Legião Britânica, entidade que apoia as forças armadas e seus veteranos.

Em seu post no site, o multiinstrumentista Thom Yorke explicou que apesar de estar lançando as canções em seu nome, ele contou com a co-autoria e a participação na gravação do guitarrista Johnny Greenwood em “FeelingPulledApartbyHorses”.

Yorke descreveu a faixa como “uma reedição radical de uma velha melodia que estava rolando desde 2001”.

O Radiohead não tem contrato com nenhuma gravadora, e lançou seu último álbum, "In rainbows", em 2007 pelo seu próprio site, dando aos fãs a possibilidade de pagar o quanto quisessem pelos arquivos MP3 e mais tarde lançando o disco por pequenas gravadoras nos EUA e na Grã-Bretanha.

Baterista do Radiohead anuncia disco solo

Baterista do Radiohead anuncia disco solo

Phil Selway canta e toca guitarra no novo trabalho.
Álbum ainda sem nome está sendo gravado em Oxfordshire.

Phil Selway, baterista do Radiohead, anunciou que vai lançar um álbum solo. O trabalho, ainda sem título, está em processo de gravação no estúdio do músico em Oxfordshire, na Inglaterra.

Segundo reportagem publicada nesta terça (15) no semanário musical inglês "NME", Selway canta e toca guitarra no disco.

Glenn Kotche e Pat Sansone, integrantes do Wilco, a multiinstrumentista Lisa Germano e o baixista Sebastian Steinberg participam do projeto.

O artista inglês apresentou uma música inédita, intitulada "The family madness", em janeiro, durante um show o projeto "7 worlds collide".

Selway deve revelar em breve quando o álbum será lançado e em qual formato.

BEATLES... 09/09/09

Em 9/9/9, Beatles entram para o século XXI

Data marca lançamento do videogame 'The Beatles: Rock band'.
No mesmo dia, catálogo de álbuns do grupo sai remasterizado.
Se 2009 fosse 1969 e se a beatlemania ainda estivesse em seu auge, os dias de hoje seriam um prato cheio para os formuladores das inúmeras teorias da conspiração ligadas ao universo dos Beatles.
Seriam os versos “number 9... number 9... number 9...”, repetidos à exaustão na faixa “Revolution 9” do Álbum Branco, uma premonição da banda sobre o que viria a acontecer neste próximo dia 9, do mês 9 do ano de 2009?
É provável que não. Mas, às vésperas das comemorações dos 40 anos de “Abbey Road”, último disco de estúdio do quarteto de Liverpool, lançado em 26 de setembro de 1969, é difícil imaginar que os marketeiros da indústria do entretenimento fossem perder a chance de aproveitar a data sugestiva para promover uma nova revolução na história dos Beatles.
Pois a data 9/9/9 marca justa e definitivamente a entrada de uma das bandas mais populares do mundo, no século XX, para o século XXI. Se já eram revolucionários na década de 60 participando de filmes e desenhos animados em que apareciam como super-heróis psicodélicos, na próxima quarta-feira (9), os Beatles mergulham finalmente no mundo dos videogames – a indústria de entretenimento mais lucrativa destes tempos em que vivemos.
“The Beatles: Rock band”, jogo musical produzido pela Harmonix em parceria com a Electronic Arts e a MTV, transporta pela primeira vez na história John, Paul, George e Ringo para os domínios do mundo virtual. No game – uma versão temática do já popular “Rock band” –, o jogador entra na pele dos integrantes do Fab Four e revive sua trajetória meteórica desde as apresentações no The Cavern Club, em início de carreira, passando pelo programa de TV “Ed Sullivan show”, até os concertos no Budokan (Japão) e no antológico Shea Stadium, em Nova York. A jornada termina no telhado da gravadora Apple Records, onde os Beatles fizeram sua última e memorável performance em... 1969.
Capitaneado por Dhani Harrison e Giles Martin – legítimos herdeiros do guitarrista George Harrison e do lendário produtor George Martin, considerado o quinto beatle –, “The Beatles: Rock band” atualiza 45 dos maiores sucessos do grupo para as novas gerações. Aprovado por Paul e Ringo e pelas viúvas de Lennon e Harrison, o jogo foi descrito em artigo recente do jornal “The New York Times” como “nada menos do que um divisor de águas cultural”, que “pode se provar quase tão influente quanto a famosa aparição da banda no ‘The Ed Sullivan show’ em 1964”.
A prova dos nove será conferida na próxima quarta, quando milhares de fãs de videogame – e dos Beatles – devem formar longas filas nas lojas especializadas dos EUA e da Europa à espera de uma chance para garantir uma cópia da disputada caixinha com o DVD do jogo (para Xbox 360 e PlayStation 3) ou da luxuosa versão completa do game, que inclui ainda réplicas idênticas das guitarras Rickenbacker e Gretsch, de John e George, e do contrabaixo Hofner, imortalizado por Paul. No Brasil, o DVD do jogo só deve chegar, em versão importada, no próximo dia 19 – e sem os instrumentos especiais.
           
           Discografia remasterizada
 Na mesma data em que “The Beatles: Rock Band” chega às lojas, a EMI e a Apple Corps lançam mundialmente todo o catálogo original dos Fab Four digitalmente remasterizado pela primeira vez em CD.
Além de estilosas embalagens digipack e encartes cheios de fotos raras, cada um dos discos será embalado com uma réplica da arte que ilustrava o álbum original. Entre as novidades estão os minidocumentários dirigidos por Bob Smeaton com cerca de quatro minutos que foram incluídos nos CDs. Cada um deles conta a história da produção do álbum a partir de filmagens de arquivo, fotografias e conversas dos Beatles em estúdio.
   Boa parte do material - conforme o G1 constatou em audição realizada para a imprensa na última terça (1º), em São Paulo - está na série “Anthology”, mas a edição esperta faz com que os pequenos filmes, feitos para ser assistidos no computador, soem frescos até para os fãs mais exigentes.
Os CDs avulsos estarão à venda no Brasil por R$ 30, em média.
  A EMI lança, ainda, duas caixas importadas. A caixa Estéreo (R$ 950) compreende todos os 12 álbuns dos Beatles gravados em estéreo, com as listas das faixas e a arte como foram lançados originalmente no Reino Unido, e o "Magical mystery tour", que se tornou parte do catálogo principal da banda quando os CDs foram relançados pela primeira vez em 1987.

Naquela época, os discos foram apenas digitalizados. Desta vez, uma equipe de engenheiros do estúdio Abbey Road, em Londres, passou quatro anos trabalhando com equipamentos antigos de estúdio para manter a autenticidade e a integridade das gravações analógicas originais.
  Além disso, as coleções "Past Masters Vol. I e II" foram compiladas em uma única edição, com um total de 14 títulos em 16 CDs. Este projeto marca a primeira vez em que os quatro primeiros álbuns dos Beatles – "Please, please me", “With the Beatles”, “A hard day’s night” e "Beatles for sale" – estão disponíveis em estéreo e no formato CD.


Já a caixa "The Beatles in mono" tem 10 álbuns com as gravações originais em mono, além de dois outros discos com cópias em mono (registros semelhantes às faixas em estéreo dos "Past Masters"). Como bônus, os organizadores embutiram nos discos "Help!" e "Rubber Soul" as mixagens originais de 1965, nunca lançadas em CD. Esses álbuns serão lançados em CDs, réplicas de minivinis, incluindo adesivos e design original.

Vendas digitais


Mas, enquanto a versão para videogames e o relançamento do catálogo remasterizado dos Beatles caminham a todo vapor (?!), a presença oficial dos rapazes de Liverpool nas fibras óticas da internet ainda não foi concretizada. Desde o surgimento do iTunes, maior loja de downloads de músicas do mundo, cinco anos atrás, a promessa de digitalização dos álbuns dos Beatles para venda na rede permanece no ar.


A dificuldade de entendimento entre a loja da Apple, a gravadora EMI e os empresários responsáveis pelos direitos do grupo é considerada como o principal entrave para que a música dos Beatles seja comercializada livre e legalmente na internet.


No final do ano passado, em uma entrevista coletiva de lançamento de seu trabalho solo mais recente, o ex-beatle Paul McCartney anunciou que as negociações estavam perto do fim. Mas ponderou: “Nós estamos afim. Eles [a EMI] querem algo que não estamos preparados a dar”, declarou Paul à época. “Ei, isso soa como a indústria musical”, ironizou.


Em uma entrevista publicada no diário inglês “The Guardian”, em abril deste ano, o executivo do site de streaming de músicas Spotify Jim Butcher descreveu o significado de o grupo romper a última barreira que os separa do mundo digital. “Outros artistas como Radiohead e Black Sabbath já permitiram que os usuários do Spotify tenham acesso às suas músicas. Acrescentar os Beatles só ajudaria a demonstrar que a mudança para o digital é algo que, se feito corretamente e para o bem dos fãs, dos artistas e da indústria em geral, só poderia ser positivo.”